Película de Insulfilm G5 – Posso utilizar e onde aplicar?

Película de Insulfilm G5 – Posso utilizar e onde aplicar?

As pessoas utilizam insulfilm ou película nas residências, lojas, empresas e veículos, tanto para proteger do rais solares, quanto para mudar o visual ou ainda por questões de segurança.

80% dos carros zero hoje em dia saem da loja com película instalada

Instaladas por razões de segurança e privacidade, as películas escurecidas para vidros de veículos são amplamente utilizadas no Brasil. De acordo com estimativa de Juliano Lima, gerente da Avery Dennison, fabricante do acessório, cerca de 80% dos automóveis zero-quilômetro hoje saem da concessionária com a película já instalada. O problema é que muitos desses clientes instalam o item, popularmente chamado de “insufilme” e feito de PET (polietileno tereftalato), com especificação fora do que prevê a legislação de trânsito, o que representa uma infração grave, que rende multa de R$ 195,23, cinco pontos na habilitação e retenção do veículo para regularização.

Hoje vamos falar sobre o Insulfilm G5: Se ele é permitido ou não.

A Resolução do CONTRAN  N.º 254 traz informações importantes sobre o tema e será apresentada em detalhe para você.

Na realidade o “Insulfilm” é uma marca de películas automotivas. Ele é vendido em lojas autorizadas pela marca, são certificados e possuem o selo holográfico de autenticidade INSULFILM™. A lei é válida para películas automotivas de todas as marcas.

Nesta matérias vamos mostrar:

1 – Os limites de transparência permitidos pela Lei de Trânsito;

2 – Insulfilm G5 é permitido?

2 – A multa e as consequências por não estar de acordo com a Lei;

3  – O que fazer na abordagem policial;

4 – Como recorrer sua multa de trânsito

 

Tudo escuro? Não pode

Uma das especificações preferidas do público é a G5, que traz apenas 5% de transparência e, portanto, está totalmente irregular, prejudicando a visibilidade. “Hoje quem compra ‘insulfilme’ para automóveis pensa em simplesmente escurecer os vidros, acreditando ser o suficiente para proporcionar mais segurança e proteção contra o calor e a radiação solar. Porém, mesmo escura, a película pode ser de má qualidade e não trazer nenhum tipo de tratamento para os raios UV, que podem danificar a pele e materiais da cabine, como plásticos. Hoje há modelos adequados à legislação que trazem proteção UV e conforto térmico”, explica Juliano Lima.

Segundo o executivo, a especificação mais vendida hoje é a G20, legal em automóveis, geralmente instalada em todos os vidros, exceto o para-brisa (o vidro dianteiro). Ele destaca que uma película de boa qualidade, que traz proteção contra raios UV e infravermelho e camada contra riscos, hoje custa entre R$ 600 e R$ 800 em um automóvel compacto — os valores incluem o custo de aplicação, que costuma demorar entre duas e quatro horas.

“Existem produtos bem mais baratos, sem os revestimentos citados ou trazendo materiais menos nobres. Nestes, a proteção UV, quando disponível, é perdida ao longo do tempo. Além disso, podem trazer um adesivo de pior qualidade, elevando a possibilidade de bolhas e descolamento após a instalação. As películas coloridas, por outro lado, podem desbotar com o tempo. Bons produtos não têm esses problemas e podem ter garantia de 15 ou 20 anos. A proteção contra os raios ultravioleta resiste durante todo esse tempo ou mais”, explica Lima, esclarecendo que os “insulfilmes” de hoje em dia não têm regulamentação específica nem trazem selo de certificação do Inmetro, como acontece em outros componentes automotivos.

“Muitos instalam películas para uso arquitetônico, em edifícios, e até usam modelos espelhados, o que é totalmente proibido por questão de segurança. É preciso ter uma maior conscientização”, completa o especialista.

Os limites permitidos pela Lei de Trânsito

Os limites permitidos pela Lei de Trânsito

Os limites permitidos pela Lei de Trânsito

Confira o texto da Resolução do CONTRAN N.º 254 , de 26 de outubro de 2007.

Art. 3º A transmissão luminosa não poderá ser inferior a 75% para os vidros incolores dos para-brisas e 70% para os para-brisas coloridos e demais vidros indispensáveis à dirigibilidade do veículo.
§ 1º Ficam excluídos dos limites fixados no caput deste artigo os vidros que não interferem nas áreas envidraçadas indispensáveis à dirigibilidade do veículo. Para estes vidros, a transparência não poderá ser inferior a 28%.
Cuidado para não se confundir. Dizer que o para-brisa deve ter 75% de transparência é o mesmo que dizer que ele só pode ter 25% de escurecimento.
Logo, para que você fique com o carro dentro da Lei em termos de escurecimento é necessário ter:
  • no para-brisa até 25% de escurecimento
  • nos vidros do motorista e carona o escurecimento máximo é de 30%;
  • nos demais vidros o limite é de 72% de escurecimento.

 

Insulfilm G5 é permitido?

O chamado insulfilm G5 é muito popular por escurecer bastante os vidros. Tem sido muito requisitado, especialmente para carros “tunados”.

Mas muito cuidado, o escurecimento desta película supera dos limites da lei, sendo assim NÃO é permitido o uso do insulfilm G5.

A multa e as consequências por não estar de acordo com a Lei

Película com escurecimento maior que o previsto na Lei gera multa, que está prevista no artigo 230 do Código de trânsito, veja:

Artigo 230, XVI Código Brasileiro de Trânsito (CTB)  – Conduzir o veículo com vidros total ou parcialmente cobertos por películas refletivas ou não, painéis decorativos ou pinturas

Multa Grave, 5 pontos na carteira de motorista

Valor R$195,23

Medida Administrativa: retenção do veículo para regularização.

Atenção, você poderá ter que arrancar a película automotiva escurecedora indevida para que não tenha o veículo retido.

 

Dicas para não errar na escolha

1. Primeiramente, certifique-se que o “insulfilme” escolhido tenha especificações de transparência dentro da lei (75% para para-brisa sem cor; 70% para para-brisa colorido e vidros laterais dianteiros; 28% para vidros traseiros). O percentual de transparência deve estar gravado em cada película. Por exemplo, a especificação G5, que é irregular, significa que a película tem 5% de transparência.

2. Pesquise o histórico da fabricante e do instalador. Prefira marcas conhecidas e com qualidade atestada por outros clientes.

3. Verifique se o acessório tem garantia e qual o prazo de cobertura.

4. Cheque se a película tem proteção contra raios UV.

 

Conclusão

Atualmente ter película escurecedora nos vidros é uma questão de segurança, e se você observar as leis de trânsito, não terá do que se preocupar.

Insulfim G5 ou qualquer outra película que exceda os limites da Lei pode gerar multa.

Mas nem sempre as multas são aplicadas da forma correta e muitas vezes as autoridades não seguem as leis como deveriam.

Por isso, se você foi multado saiba que é possível recorrer desta multa.

Compartilhe e ajude seus amigos a saberem tudo sobre “Insulfilm” e que G5 não é permitido pela Lei.

 

 

 

Via: doutormultas e uol

 

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